Historia da raça Girolando

Genuinamente brasileira, a raça surgiu por volta da década de 1940, no Vale do Paraíba, estado de São Paulo, quando um touro da raça Gir teria invadido uma pastagem vizinha e cobrido algumas vacas da raça Holandesa. Ao nascerem os produtos desse cruzamento, os criadores observaram que eram animais com características diferentes e que, com o tempo, foram demonstrando maior rusticidade, precocidade e grande produção de leite. O sucesso obtido com o cruzamento levou criadores de outras regiões do Brasil a investir nesse tipo de animal e a desenvolver técnicas para selecionar os melhores exemplares com o objetivo de aperfeiçoar o desempenho zootécnico do cruzamento, que na época já era considerado muito satisfatório. Da raça Gir, o Girolando herdou, principalmente, a capacidade de adaptação e a rusticidade. Já do Holandês, com todos os seus anos de seleção no mundo, veio a grande produção de leite. Em 1989, foram definidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento as normas para formação da raça Girolando. O direcionamento dos acasalamentos buscou a formação de um grupamento étnico capaz de produzir leite de modo sustentável nas regiões tropicais e subtropicais. O objetivo foi a fixação do padrão racial na composição racial 5/8 Holandês + 3/8 Gir. São considerados como Puro Sintético (PS), ou seja, a raça propriamente dita, os animais advindos do acasalamento entre indivíduos 5/8. No dia 1° de fevereiro de 1996, o Girolando foi reconhecido oficialmente como raça pelo Ministério da Agricultura e tem como única delegada para a execução do Serviço de Registro Genealógico e do Programa de Melhoramento Genético em todo o país a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Desde 1989, a entidade registra diversas composições raciais permitidas dentro da formação da raça, indo desde o CCG 1/4 Holandês + 3/4 Gir até o CCG 7/8 Holandês + 1/8 Gir.

Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

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